Panorama do Agro
Semana 09 a 13/02/2026
Edição 03
Mercado Agropecuário
Resumo
  • Agronegócio bate recorde de trabalhadores no 3º trimestre de 2025
  • IPCA tem alta de 0,33% em janeiro
  • Safra 2025/2026 deve atingir 353,4 milhões de toneladas e bater novo recorde na produção de grãos
  • Exportações de soja avançam 75% e milho cresce 18% em janeiro
  • Preços da soja estabilizam no início do mês e milho interrompe movimento de queda
  • Soja tem 17,4% da área colhida e milho 2ª safra alcança 21,6% de plantio
  • Safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul encerra com mais de 601 milhões de toneladas moídas
  • Desvalorização das cotações de café superam 14% na primeira quinzena de fevereiro
  • Volume de café exportado em janeiro é o menor da última década para o mês
  • Estimativas indicam margens apertadas para o milho 2ª safra
  • Custos elevados e pressão sobre preços pagos ao produtor de tomate
  • Preços internos do cacau recuam mais que no mercado internacional
  • Trimestre fevereiro a abril de 2026 terá chuvas irregulares no Nordeste e em parte do Centro-Sul
  • Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 4º trimestre de 2025
  • Captação de leite cresce 8% no último trimestre de 2025
  • Boi gordo sobe 5% no acumulado de fevereiro
  • Preços dos suínos reagem nas granjas
  • Movimento de alta perde força no mercado de ovos
Indicadores Econômicos
MERCADO DE TRABALHO NO AGRO
Agronegócio bate recorde de trabalhadores no 3º trimestre de 2025
A população ocupada no agronegócio brasileiro atingiu 28,58 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2025, o maior nível da série iniciada em 2012, correspondendo a 26,35% da ocupação total do país. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, houve crescimento de 2,0% (568,85 mil trabalhadores), impulsionado pelos segmentos de agrosserviços (4,5%) e insumos (1,5%). A participação feminina também avançou 2,2%, com acréscimo de 235,4 mil mulheres no setor na comparação interanual.
População ocupada no agronegócio e participação (%) em relação ao total de ocupados no Brasil no terceiro trimestre – 2012 a 2025
Fonte: Cepea e CNA, com base em PNAD-C e PNAD (IBGE), RAIS e metodologia própria.
INFLAÇÃO
IPCA tem alta de 0,33% em janeiro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,33% em janeiro comparado a dezembro. O grupo de Alimentação e Bebidas avançou 0,23%, enquanto o subgrupo Alimentação no Domicílio apresentou elevação de 0,10%, desacelerando em relação a dezembro (0,14%). Contribuíram para esse resultado as quedas nos preços do leite longa vida (-5,59%), do ovo de galinha (-4,48%), do óleo de soja (-3,32%), do arroz (-1,55%) e do frango em pedaços (-1,41%). No acumulado em 12 meses até janeiro, o IPCA avançou 4,44%, com alta de 2,20% em Alimentação e Bebidas e de 0,46% em Alimentação no Domicílio.
IPCA – Índice Geral e Grandes Grupos no Acumulado de 12 meses (%)
Fonte: IBGE. Elaboração Dtec/CNA
Mercado Agrícola
Grãos
Safra 2025/2026 deve atingir 353,4 milhões de toneladas
A Conab, no 5º Levantamento da Safra 2025/2026, estima a produção brasileira de grãos em 353,4 milhões de toneladas, aumento de cerca de 1 milhão de toneladas em relação à safra anterior, consolidando a perspectiva de novo recorde na série histórica.
PRODUÇÃO TOTAL
353,4 milhões de toneladas
(Novo Recorde)
Produção de Soja
178 milhões de toneladas
Produção de Milho
138,4 milhões de toneladas
A soja deve alcançar 178 milhões de toneladas, com crescimento frente ao ciclo passado, enquanto a produção total de milho está projetada em 138,4 milhões de toneladas, também acima da safra 2024/2025.

Exportações em Janeiro de 2026
Dados da Secex destacam um início de ano dinâmico para as exportações brasileiras de grãos.
Soja
1,9 milhões de toneladas
(+75,5% vs. Janeiro 2025)
Milho
4,2 milhões de toneladas
(+18,2% vs. Janeiro 2025)
O avanço reflete o início mais intenso do escoamento da nova safra de soja e o maior dinamismo nos embarques do cereal de milho, favorecido pelo fluxo logístico e pela demanda externa.
Grãos
Preços da soja estabilizam e milho interrompe queda
Soja
Os preços da soja estão estáveis neste início de fevereiro. As valorizações pontuais em Chicago e a firme demanda internacional dão suporte às cotações, mas a forte retração dos prêmios de exportação limita o repasse das altas externas ao mercado doméstico. Preço médio da saca de 60 kg em fevereiro de:
R$ 125,46/saca
Milho
No mercado de milho, a queda observada até o fim de janeiro foi interrompida em algumas praças, onde produtores resistem a negociar por valores menores. A redução dos fretes com o avanço da colheita da soja também ajudou a conter novas baixas. Preço médio da saca de 60 kg em fevereiro de:
R$ 66,80/saca
Grãos
Soja tem 17,4% da área colhida e milho 2ª safra alcança 21,6% de plantio
A colheita da soja chegou a 17,4% da área, com avanço mais consistente em Mato Grosso, onde as produtividades aumentam com a entrada das variedades mais tardias. No Paraná, o tempo mais seco favoreceu os trabalhos, enquanto em Goiás e Minas Gerais o excesso de chuvas ainda limita o ritmo. No Rio Grande do Sul e em parte de Mato Grosso do Sul, a restrição hídrica afeta o potencial produtivo em áreas pontuais. O plantio do milho 2ª safra atingiu 21,6% da área, impulsionado pelo avanço da colheita da soja, especialmente em Mato Grosso. No Paraná, as lavouras já estão em emergência, enquanto em Mato Grosso do Sul o plantio ainda é inicial. Em Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Pará, a semeadura avança conforme as áreas são liberadas, favorecida pela umidade do solo.
EVOLUÇÃO SEMANAL – COLHEITA DA SOJA SAFRA 2025/2026
Fonte: Conab
EVOLUÇÃO SEMANAL – PLANTIO DO MILHO 2ª SAFRA 2025/2026
Fonte: Conab
CANA-DE-AÇÚCAR
Safra no Centro-Sul encerra com mais de 601 milhões de toneladas
Segundo dados do último relatório da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a moagem de cana-de-açúcar na safra 2025/2026 do Centro-Sul atingiu, desde o início do ciclo até a primeira quinzena de janeiro, 601,04 milhões de toneladas, uma retração de 2,22% em relação ao mesmo período da safra anterior. Até a metade do primeiro mês do ano, apenas nove unidades ainda processavam a matéria-prima. Em relação à qualidade da matéria-prima, mensurada em Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), a média da safra marcou 138,36 kg/tonelada de cana, valor 2,19% abaixo do observado na mesma posição de 2025.
Açúcar
40,24 milhões de toneladas (+0,86%)
Etanol Hidratado
19,30 bilhões de litros (-7,78%)
Etanol Anidro
11,97 bilhões de litros (+0,39%)
Etanol Total
31,27 bilhões de litros (-4,82%)
CAFÉ
Desvalorização das cotações superam 14% na primeira quinzena
Arábica
Nova York: US$413/lbp
Mercado Interno: R$1852/saca
Robusta
Londres: US$3.835,40/t
Mercado Doméstico: R$1.062,20/saca
Na média semanal, o arábica recuou cerca de 4% em relação à semana anterior, fsegundo o indicador Cepea/Esalq. O robusta teve queda mais moderada, com recuo de 2,9% no mercado doméstico, enquanto em Londres em torno de -0,4%. Na primeira quinzena de fevereiro, as perdas já superam de 10% a 14%, com o robusta apresentando a maior desvalorização no mercado interno. Apesar do movimento, o mercado segue sustentado pelo baixo nível dos estoques globais, incertezas climáticas e consumo mundial em alta, o que limita quedas mais intensas.

Volume exportado em janeiro é o menor da última década
2,35M
Sacas Exportadas
(-42.4% vs jan/2025)
US$1,3Bi
Valor Exportado
(Janeiro 2026)
As exportações brasileiras de café verde somaram 2,35 milhões de sacas em janeiro de 2026, queda expressiva de 42,4% frente a janeiro de 2025 (4,08 milhões de sacas), segundo dados do Comex. Esse foi o menor volume exportado para o mês nos últimos 10 anos, refletindo oferta mais restrita no início do ano. O valor exportado alcançou US$ 1,0 bilhão, abaixo do registrado em janeiro de 2025 (US$ 1,3 bilhão), mas ainda elevado em termos históricos, refletindo o patamar mais alto dos preços internacionais. O movimento reforça o cenário de aperto na oferta global e consumo mundial em expansão. No curto prazo, o desempenho das exportações continuará condicionado à evolução da colheita da safra 2026, ao comportamento dos preços internacionais e às condições logísticas e cambiais.
CUSTOS
Estimativas indicam margens apertadas para o milho 2ª safra
Incertezas Climáticas
Limitam expectativas de produtividade.
Safra Recorde Esperada
Reduz sustentação dos preços de comercialização.
Em Mato Grosso, a tendência de aumento de cerca de 6,8% no desembolso direto da atividade, em relação à safra 24/25, atrelado aos fatores mencionados anteriormente, pode acarretar recuo acima de 18% na margem bruta da atividade.

TOMATE
Custos elevados e pressão sobre preços pagos ao produtor
Tomate Salada (Atacado)
R$ 67,07/caixa
(-0,9% vs. Jan)
Tomate Salada (Produtor)
R$ 56,09/caixa
(-5,2% vs. Jan)
Tomate Italiano (Atacado)
R$ 86,13/caixa
(+0,6% vs. Jan)
Tomate Italiano (Produtor)
R$ 46,15/caixa
(-16,8% vs. Jan)
No início de 2026, o mercado do tomate manteve elevada sensibilidade à oferta, influenciada pelas condições climáticas do verão e pelos custos de produção elevados, uma vez que o calor e a umidade aumentam a pressão de doenças nas lavouras. Chuvas em regiões produtoras afetaram o ritmo de colheita e a qualidade dos frutos, limitando a disponibilidade de lotes padronizados. Mesmo em um cenário de oferta instável e desafios produtivos, observa-se que o produtor tem sido o elo mais pressionado da cadeia, realidade que também se repete em outros mercados de frutas e hortaliças.
CACAU
Preços internos recuam mais que no mercado internacional
Nos últimos meses, o mercado brasileiro de cacau tem registrado forte desvalorização dos preços pagos ao produtor, mais intensa do que a observada nas cotações internacionais. Entre 2020 e 2026, o pico ocorreu no final de 2024 e início de 2025, quando os preços superaram US$ 11 mil por tonelada na Bolsa de Nova York e R$ 850 por arroba no mercado nacional. A partir de maio de 2025, os preços entraram em correção abrupta, atingindo em fevereiro de 2026 cerca de US$ 4 mil por tonelada no mercado internacional e R$ 258 por arroba no Brasil. Esse movimento reflete um descolamento entre o mercado externo e a remuneração interna, intensificado pela boa disponibilidade de cacau no mercado nacional, mesmo na entressafra, e pelo avanço das importações, que ampliaram a oferta e pressionaram os preços. O cenário é ainda mais desafiador diante de custos de produção que superam R$ 500 por arroba em algumas regiões, evidenciando a baixa valorização do cacau nacional e a forte pressão sobre a rentabilidade do produtor.
CLIMA
Trimestre fevereiro a abril de 2026 terá chuvas irregulares
Segundo o Inmet, as projeções para o trimestre de fevereiro a abril de 2026 indicam padrões de chuva e temperatura variados pelas regiões do Brasil.
Norte
  • Acima da média: Amazonas, Pará e Amapá (elevada umidade do solo)
  • Abaixo da média: Tocantins e Roraima (maior restrição hídrica)
Nordeste
  • Predomínio: Condição mais seca
  • Déficits intensos: nordeste da Bahia e Vale do São Francisco
  • Melhor cenário: Maranhão e norte do Piauí
Centro-Oeste
  • Chuvas: Próximas ou ligeiramente abaixo da média (Goiás e Mato Grosso do Sul)
  • Temperaturas: Até 1°C acima do normal
Sudeste
  • Menor volume: norte de Minas e Espírito Santo
  • Demais áreas: Volumes regulares
Sul
  • Precipitações: Próximas da média
  • Temperaturas: Acima do padrão climatológico (especialmente Rio Grande do Sul)
Mercado Pecuário
ABATES NO PAÍS
Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 4º trimestre
O IBGE divulgou, no dia 12, os dados preliminares de abates no país no 4º trimestre de 2025. No caso dos bovinos, foram abatidas 10,95 milhões de cabeças, um aumento de 13,1% em relação ao mesmo período de 2024. Os abates de suínos totalizaram 14,77 milhões de cabeças entre outubro e dezembro do ano passado, crescimento de 2,3% na comparação anual. Por fim, foram abatidos 1,69 bilhão de frangos no período, 3,9% mais em relação ao 4º trimestre de 2024.

PECUÁRIA DE LEITE
Captação de leite cresce 8% no último trimestre de 2025
Os resultados preliminares da Pesquisa Trimestral do Leite, do IBGE, divulgados na última quinta (12) indicam a captação de 7,3 bilhões de litros no quarto trimestre do ano passado no país. A variação anual representa avanço de 8,2%, o equivalente a 558 milhões de litros a mais ante igual período de 2024. Se o volume se confirmar, a captação total em 2025 atingirá 27,4 bilhões de litros, maior volume anual em toda a série histórica.
pecuária de corte
Boi gordo sobe 5% no acumulado de fevereiro
A boa procura por bovinos terminados e as negociações travadas seguem ditando o ritmo no mercado do boi gordo. O varejo se abastece para o Carnaval.
Indicador Cepea
R$ 342,95/@ em São Paulo
(+1,8% na semana)
Acumulado do mês
+5% de alta em fevereiro
Carne bovina (atacado)
Carcaça casada R$ 24,12/kg
(+2,5% na semana)

suínos
Preços dos suínos reagem nas granjas
A redução na oferta de suínos para abate deu sustentação aos preços nas granjas, após semanas de quedas. No atacado, a maior concorrência com a carne de frango impactou os preços.
Produtor independente (SP)
R$ 6,96/kg
(+0,7% na semana)
Carne suína (atacado)
R$ 10,21/kg
(-3,1% na semana)
Avicultura
Movimento de alta perde força no mercado de ovos
O aumento da demanda fez o preço da carne de frango subir 3,7% nesta semana, com o frango resfriado cotado a R$ 7,29/kg no atacado em São Paulo no dia 12/2 (Cepea). No mercado de ovos, após as fortes valorizações, os preços ficaram praticamente estáveis nesta semana no atacado, com a caixa com 30 dúzias de ovos brancos negociada em R$ 149,35 na região de Bastos (SP) (Cepea).
Congresso Nacional
Resumo
Presidente da CRE defende acordo Mercosul/União Europeia e sinaliza retomada da votação
Câmara retoma instalação das comissões temáticas em ano de menor atividade legislativa
ACORDO MERCOSUL/UNIÃO EUROPEIA
Presidente da CRE defende acordo e sinaliza retomada da votação
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), manifestou apoio à aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, destacando o potencial de abertura de mercados e geração de oportunidades para o Brasil. Após reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o senador informou que a votação do acordo pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, do qual é vice-presidente, retomará no dia 24. A deliberação havia sido interrompida em razão de pedido de vista apresentado pelo deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), o que adiou a apreciação do tema.

COMISSÕES
Câmara retoma instalação das comissões temáticas
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados foi instalada e elegeu, por unanimidade, o deputado Leur Lomanto Jr (União-BA) como presidente do colegiado. Entre as primeiras matérias sob sua condução está a análise de proposta de emenda constitucional que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1, encaminhada à comissão no início da semana. No mesmo processo de reorganização das comissões permanentes, foi eleito o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) para a presidência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFT). A recomposição dos colegiados consolida a retomada das atividades deliberativas em um ano eleitoral com baixa expectativa de produtividade.
Informe Setorial
Resumo
Podcast Ouça o Agro – Agro 2026: De olho nas tendências e oportunidades no mercado de trabalho
Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulga sumário-executivo do Plano Clima
CNA solicita esclarecimentos à ONU sobre portal de compromissos voluntários
Biologia sintética entra na agenda da COP17 e pode impactar o agro
CNA participa do lançamento de consulta pública do PNE 2055 e PDE 2035
Conama debate regras para licenciamento da aquicultura
Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos (CTAJ) do Conama aprova resolução que simplifica uso do fogo
CNA participa de reunião da Mesa de Trabalho Decente na Cafeicultura
CNA discute governança do uso da água no Brasil
CNA defende ações estruturantes para erradicação da peste suína clássica
CNA e entidades discutem desafios para produção de arroz
Podcast
Ouça o Agro
Agro 2026: De olho nas tendências e oportunidades no mercado de trabalho
Neste episódio, Estevão Damázio recebe Nicole Rennó, professora da Esalq/USP e pesquisadora do Cepea, e André Sanches, diretor-geral da Faculdade CNA. Eles conversam sobre o mercado de trabalho do agronegócio que sustenta o PIB nacional. Entre os temas discutidos: mudança de perfil do trabalhador, resiliência a crises, o "apagão" de talentos e a tecnologia como aliada.
Fique por dentro e ouça agora
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PLANO CLIMA
Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulga sumário-executivo
O documento publicado apresenta um resumo das metas setoriais, tanto para adaptação quanto para mitigação. No caso da adaptação, o Plano Setorial de Agricultura e Pecuária está alinhado aos compromissos assumidos pelo setor e as metas estão ancoradas no Plano ABC+. Já no caso da mitigação, o governo realizou os ajustes propostos pelo setor e houve a criação de um Plano Setorial de Mudanças de Uso da Terra em áreas rurais privadas, o que retira do setor produtivo a responsabilidade sobre o controle do desmatamento além do que já está previsto na lei. Para a agropecuária, a meta proposta foi a variação nas emissões entre –7% e +2% até 2035, o que está em linha com o Plano ABC+ e com medidas de aumento do uso de biocombustíveis e de bioinsumos.
BIODIVERSIDADE
CNA solicita esclarecimentos à ONU sobre portal de compromissos
Pedido Formal Enviado
O pedido foi encaminhado ao Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica.
Propósito de Esclarecimento
Esclarecer o funcionamento do novo portal de divulgação de compromissos voluntários do setor produtivo com a biodiversidade.
Objetivos Principais
Garantir regras claras, segurança jurídica e alinhamento institucional.
Transparência para o Agro
Permitir que associações do agro deem transparência às suas ações ambientais, sem riscos ou interpretações equivocadas.
Consciência Governamental
Assegurar a devida ciência do governo brasileiro antes da publicação dos compromissos.

Biologia sintética entra na agenda da COP17 e pode impactar o agro
A CNA solicitou ao Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica a realização de uma sessão explicativa sobre as negociações internacionais de biologia sintética, tema que estará em debate na COP17, prevista para ocorrer em outubro, em Yerevan, na Armênia. A tecnologia envolve o desenvolvimento de bioinsumos, o aprimoramento de sementes e a criação de soluções mais sustentáveis para a produção. Como pode impactar diretamente o campo, é fundamental garantir a participação ativa do produtor rural brasileiro nesse debate internacional.
ENERGIA
CNA participa do lançamento de consulta pública do PNE 2055 e PDE 2035
O evento de lançamento da consulta pública do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055 e do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 aconteceu na quinta-feira, no Observatório Nacional de Transição Energética do Ministério de Minas e Energia. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pela elaboração dos planos, destacou que eles são complementares e, como principais instrumentos de planejamento energético do país, fornecem subsídios técnicos para direcionar o setor. O PDE traz projeções e análises para o próximo decênio, sendo atualizado anualmente, enquanto o PNE possui horizonte de 30 anos, com publicações quinquenais. Segundo as estimativas, o consumo final de energia deve aumentar 20% até 2035, principalmente no setor de transportes. A renovabilidade das matrizes energética e elétrica do país continuarão avançando, com expansão das energias eólica, solar e biomassa.
AQUICULTURA
Conama debate juridicamente regras para licenciamento
No dia 11 de fevereiro, a Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos (CTAJ) discutiu a proposta de resolução que trata do licenciamento ambiental para a aquicultura, texto que contou com a contribuição da CNA, incorporando importantes pontos propostos pelo setor. Durante os debates, a CNA, em conjunto com a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) pediu vistas ao processo para avaliar a pertinência da resolução frente à entrada em vigor da Lei Geral do Licenciamento Ambiental e sua recepção por esta Lei.

USO DO FOGO
CTAJ do Conama aprova resolução que desburocratiza o uso do fogo
A proposta será levada ao plenário e, se aprovada, estabelecerá critérios e condições mínimas de transparência ativa e integração de dados para emissão de Autorização por Adesão e Compromisso para queima controlada com finalidade agrossilvipastoris, nos locais ou nas regiões cujas peculiaridades justifiquem o uso do fogo, em todo o território nacional.
CAFÉ
CNA participa de reunião da Mesa de Trabalho Decente na Cafeicultura
Em reunião realizada em 10 de fevereiro, os participantes avançaram na organização institucional e na definição das competências da Mesa Nacional e das Mesas Regionais, fortalecendo a coordenação das ações no setor para 2026. O plano de execução para o ano prevê iniciativas voltadas à regularização das relações de trabalho, como combate ao aliciamento irregular ("gato"), incentivo ao uso de EPI, dupla visita, além de ações de educação, sensibilização e comunicação. Entre os destaques está a Caravana do Trabalho Decente e Boas Práticas, com atividades previstas para o início da safra de café, incluindo etapa confirmada em Vitória (ES). A próxima reunião da Mesa está marcada para 14 de abril de 2026.

RECURSOS HÍDRICOS
CNA discute governança do uso da água no Brasil
O Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) debateu o regimento interno e deliberou pelo encaminhamento à Câmara Técnica de Assuntos Legais da nova minuta. A CNA coordenou as atividades do grupo de trabalho, no âmbito do fortalecimento da governança das águas no Brasil. A proposta de revisão do Regimento Interno foi analisada sob os aspectos de compatibilidade com o marco legal de recursos hídricos, preservação da governança colegiada e participativa, garantia de clareza procedimental e segurança jurídica, bem como aderência às competências institucionais do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.
SUÍNOS
CNA defende ações estruturantes para erradicação da peste suína clássica
Reunião Importante
A CNA e outras entidades se reuniram, no dia 10 de fevereiro, com o Mapa para discutir ações estruturantes para a erradicação da peste suína clássica (PSC).
Divisão do Brasil
  • Zona Não Livre: 11 estados das regiões Norte e Nordeste.
  • Zona Livre: Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além da Bahia, Sergipe, Acre, Rondônia e parte do Amazonas.
Estratégias Chave
As estratégias consistem na vigilância clínica, realização dos estudos epidemiológicos e adoção de um cronograma de vacinação nas áreas onde houve focos recentes da enfermidade.

ARROZ
CNA e entidades discutem desafios para produção
Encontro em Brasília
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quinta (12), em Brasília, com representantes da cadeia do arroz para discutir o cenário atual da atividade.
Temas Abordados
  • Custos de produção e preços
  • Importação e consumo doméstico
  • Instrumentos de política agrícola
Prioridades e Objetivos
Definido o aprofundamento de estudos técnicos sobre custos de produção, política agrícola, critérios de classificação e competitividade internacional, visando estruturar propostas para o fortalecimento da orizicultura.
Agenda da Próxima Semana
18 a 20/02
Missão Técnica ao Agricultural Outlook Forum (USDA)
19/02
Reunião da Comissão de Alimentação e Saúde do Instituto Pensar Agropecuária
19/02 e 20/02
15ª Reunião de Revisão da Resolução 420/2009 do Grupo de Trabalho sobre Solo e Resíduos - Conama